CBF faz pedido à Fifa, e Brasileirão 2016 pode ter auxílio tecnológico na arbitragem

Possível mudança prevê a criação da função de Árbitro de Vídeo
Após os numerosos erros nesta temporada, a arbitragem pode ter auxílio tecnológico no Brasileirão de 2016. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) vai solicitar à Fifa a autorização para utilização dos novos recursos.
O presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, afirmou que espera que a Fifa conceda à CBF o poder de pioneirismo no futebol mundial.
“Sabemos que é impossível a seres humanos atingir o índice de erro zero na arbitragem. Por isso, considerando a solicitação dos clubes, a CBF pleiteará junto à Fifa a aprovação do uso de imagens da TV para auxiliar os árbitros. Queremos que o Brasil tome a liderança no processo de introdução da tecnologia no futebol e que sirva de referência para outros campeonatos no mundo”, afirmou.
Uma reunião entre a CBF e a Comissão Nacional de Clubes (CNC) aconteceu na última quinta-feira (10) e foi deste encontro que partiu a iniciativa. O secretário-geral da comissão, Walter Feldman, valorizou a atitude e frisou que ela ficará na história.
“A CBF e os clubes brasileiros entenderam que chegou o momento de introduzirmos uma medida inovadora para seguir aperfeiçoando o sistema de arbitragem na sua permanente busca pela justiça e pela verdade dos fatos. Estamos presenciando um momento histórico”, disse.
Um projeto da CNC já existe e será analisado pela Fifa. Manoel Serapião Filho será o responsável pela implantação da tecnologia. Manoel revelou que uma nova função será criada: a de Árbitro de Vídeo ou AV.
“O AV atuará com base em imagem televisiva simultânea e com possibilidade de imediato replay. A comunicação com os árbitros será feita por ponto eletrônico”, explicou.
O AV deverá ser responsável pelas seguintes situações (lista retirada na íntegra do site da CBF).
a) Dúvida se a bola entrou ou não no gol;
b) Saídas da bola pela linha de meta, quando na mesma jogada ou contexto for marcado gol ou pênalti;
c) Definição do local de tiros livres diretos, ocorridos nos limites da grande área, para definir se houve ou não pênalti;
d) Gols e pênaltis marcados, possibilitados e evitados em razão de erro em lances de faltas claras/indiscutíveis, não vistas ou marcadas de modo claramente equivocado
e) Impedimentos por interferência no jogo, caso na mesma jogada haja gol ou pênalti;
f) Jogo brusco grave ou agressão física (conduta violenta) indiscutíveis não vistos ou mal decididos pela arbitragem.
Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, lembrou que os erros ainda vão existir, mas com menos intensidade.
“É importante dizer que a tecnologia não evitará todos os equívocos de arbitragem, pois a atuação do AV somente se dará para evitar erros claros, indiscutíveis e que tenham influência no resultado da partida. A comissão está muito satisfeita em participar deste processo de evolução da arbitragem”, declarou.
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Por Esporte Interativo










