Ana Sátila garante mais dois pódios para o Brasil em etapa da Copa do Mundo

Nas três etapas do campeonato, brasileira subiu no pódio quatro vezes
Ana Sátila garantiu mais dois pódios para o Brasil em Augsburg, na Alemanha, durante a 3ª Etapa da Copa do Mundo de Canoagem Slalom, no último domingo (08.07). O primeiro pódio do dia foi conquistado no C1 Feminino, com um bronze que, para a brasileira, teve “gostinho de ouro”. E já pelo K1 Extremo Cross veio a tão sonhada medalha dourada. Com esses resultados, Sátila entra novamente para a história da canoagem brasileira com quatro pódios na temporada do campeonato.
Logo pela manhã na Europa, madrugada no Brasil, Ana Sátila começou sua maratona de provas na semifinal do C1 Feminino. Com o quinto melhor tempo, garantiu a vaga na final. Na disputa por medalha, a atleta fez uma ótima descida, mas teve um toque na baliza 22, o que a deixou com o bronze. “Foi um gostinho de ouro, foi uma descida muito legal, fiquei bem feliz com a minha performance”, disse Sátila, que completou o percurso em 115.79 segundos.
Depois das duas descidas do dia na canoa, foi a vez do K1 Extremo Cross. A atleta teve sua irmã Omira competindo ao lado, e as duas foram as mais rápidas na semifinal, onde apenas um atleta por país pode continuar na disputa. Como Sátila chegou na frente, ela continuou na disputa e representou o Brasil na final. A prova foi dominada pela brasileira do início ao fim, que conquistou sua primeira medalha de ouro em Copas do Mundo. “De manhã eu já havia falado que na canoa o bronze teve um gosto de ouro, e agora a medalha veio. Estou muito feliz e agradeço a todos pela torcida”, comentou.
Com esse resultado Ana Sátila leva quatro medalhas na temporada. Durante a 1ª Etapa da Copa do Mundo na Eslováquia, garantiu a prata no K1 Extremo Cross. Já na Polônia, veio o bronze no C1 Feminino e, agora na Alemanha, ouro e bronze pelo Cross e na canoa.
Mineira de nascimento, Ana Sátila foi morar em Primavera do Leste, no Mato Grosso, ainda na infância, onde conheceu a modalidade esportiva. Em 2012 mudou-se para Foz do Iguaçu e passou a treinar no Canal Itaipu, dentro da usina de Itaipu, cidade-sede da Equipe Permanente de Canoagem Slalom. Ano a ano a atleta ganha destaque e consegue feitos inéditos ao Brasil. Já conquistou em 2016 uma prata em Praga pelo C1 Feminino na disputa da 4ª Etapa da Copa do Mundo e, no ano passado, no Mundial realizado em Pau na França, levou uma prata no K1 Extremo Cross e um bronze no C1 Feminino.
“Estou cada vez mais otimista com a Ana Sátila e principalmente com a canoagem brasileira. Temos excelentes atletas, eles estão dando muito orgulho para nós. Isso é importante, é resultado de todo um trabalho que começou há alguns anos. O investimento no esporte é algo que dá certo”, afirmou João Tomasini Schwertner, presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).
K1 Masculino
Pedro Gonçalves esteve perto de garantir uma vaga na tão sonhada final. Com o tempo de 100.74 segundos, o atleta teve uma penalidade no último obstáculo da prova. Além de Pepe, Guilherme Mapelli e Fábio Rodrigues disputaram o caiaque, mas ficaram nas classificatórias.
Já pelo C1 Masculino, Felipe Borges, Kauã Silva e Gustavo Selbach Júnior não garantiram vagas nas semifinais.
Agora as atenções irão para o Mundial Júnior e Sub-23 em Ivrea, na Itália, onde 11 atletas irão disputar o campeonato. Pepe, Mapelli e Fábio Rodrigues, com idade acima dos 23 anos, irão retornar ao Brasil.
Por CBCa









