Zanetti estabelece 10º lugar como meta para o Brasil no Mundial

Atual campeão mundial e olímpico nas argolas, o ginasta Arthur Zanetti acerta os últimos detalhes antes de se juntar à equipe brasileira para a disputa do Mundial de Nanning, que acontecerá na China, entre os dias 3 e 12 de outubro. O paulista projeta ao menos a 10ª colocação para o Brasil, que enxerga na competição a oportunidade de se preparar para buscar a vaga inédita da equipe masculina nas Olimpíadas.
“Este ano já é uma classificação. Precisamos ficar entre os 24 primeiros (para garantir vaga no Mundial de 2015, em Glasgow, que definirá as oito equipes que disputarão as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016). A gente planeja ficar entre oitavo e décimo. No Pan-americano (de Ginástica Artística, disputado recentemente no Canadá) não fizemos nosso melhor, cometemos erros que geralmente não cometemos. Era um resultado esperado (terminar em terceiro na classificação por equipes), mas a pontuação não foi a desejada”, disse Zanetti nesta quarta-feira, após treino realizado no Centro de Ginástica Artística de São Caetano do Sul.
Assim como fez no Pan-americano, Zanetti participará de outros aparelhos além das argolas. Apesar de não ser especialista no solo e no salto, o ginasta competirá para ajudar a equipe brasileira a somar pontos.
“No solo, ganhar medalha é impossível. Dá para ajudar a equipe. Fiz uma boa série (nos Jogos Pan-americanos de Ginástica Artística), dá para melhorar alguns movimentos, mas a nota máxima que consigo tirar é 15,300. E para conseguir um lugar na final do solo, você precisa fazer 15,500 ou 15,600”, disse.
Inquestionável favorito nas argolas, Zanetti acredita que a competição pode apresentar alguma surpresa. “Os concorrentes mais diretos, (ginastas) de China, Japão e Rússia não participam das outras competições. Então a gente fica longe da realidade. Vamos ver agora no Mundial”.
Zanetti e os outros atletas brasileiros embarcarão para o Japão nesta sexta-feira. Os ginastas passarão 15 dias em solo japonês para um período de adaptação, principalmente em relação ao fuso horário, 12 horas à frente do brasileiro. “O fuso é bem desgastante. Os médicos dizem que para cada hora de fuso, você precisa de pelo menos um dia para se adaptar”.
Além do fuso horário, a outra preocupação de Zanetti é a comida chinesa. O atleta já pediu uma orientação especial à sua nutricionista, com quem trocará informações por e-mail assim que chegar à China.
“Como ficaremos em um hotel, acho que (a comida) não será tão horrível como eu imagino. Aqueles insetos eu nunca comi, por nunca ter encontrado e porque não é bom mudar a dieta no meio da competição. Ela (nutricionista) falou para eu comer bastante fruta – no café da manhã e depois do almoço. Pela comida não ser muito rica em carboidratos e nutrientes, vou focar bastante em peixe, frango, batata e macarrão, porque o arroz deles também não é o ideal”, declarou.
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Por Gazeta Esportiva










