Entrevista com o diretor teatral Daniel Kostás

“O exemplo que o médium nos deixou é o que move o espetáculo”
Com produção do Circuito BroadUai, Chico Xavier – No Céu da Vibração: O Musical tem direção assinada por Daniel Kostás e Dilson Mayron, com direção associada e coreografias de Thiago Jansen. O roteiro, escrito por Selhe Mapèr, foi inspirado no livro, da FE Editora, Chico Xavier – Meus Pedaços do Espelho, da ex-presidente das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional, Marlene Nobre.
Qual é o diferencial do espetáculo em relação aos outros que já foram feitos com o mesmo tema?
Daniel Kostás – É um musical autoral e biográfico, com músicas originais sobre um grande brasileiro, considerado o maior de todos de tempos. Trazer o universo de Chico Xavier para a música foi um trabalho incrivelmente prazeroso. O sotaque mineiro já é bastante melodioso e as canções e arranjos de Plínio Oliveira trouxeram ao palco a emoção e a vida do homem, e não do mito, do líder religioso. A grande diferença dessa produção para outros musicais biográficos produzidos no Brasil é que Chico não era uma personalidade da música, nem artística. Seu trabalho foi referência de paz e amor, que lhe renderam uma homenagem ao Prêmio Nobel. O musical traz ainda grandes homenagens musicais feitas a Chico por artistas como Gilberto Gil, Roberto Carlos e Fábio Júnior. O próprio título do espetáculo “No Céu da Vibração” é o nome da música composta por Gilberto Gil e imortalizada na voz de Elis Regina.
Qual é o diferencial do espetáculo em relação às outras peças que estão em cartaz? Daniel Kostás – O espetáculo terá sua bilheteria líquida doada para instituições sociais e de caridade, como homenagem ao médium, que nunca embolsou nenhum lucro de seus livros. Os eventos de desdobramento do projeto também serão únicos, com o circuito gastronômico “Prato do Chico” e a exposição “Arte e Solidariedade”, com a exposição de obras em forma de camiseta de 40 artistas plásticos, entre eles, Maurício de Souza e Yara Tupynambá. O lucro das camisetas também será revertido para instituições sociais e de caridade. O projeto pretende gravar ainda um CD com a trilha original do espetáculo.
Qual é a maior dificuldade em se colocar em cartaz uma peça na qual o protagonista e a história são espíritas?
Daniel Kostás – Abordar a história de uma personalidade ligada à religião é sempre um desafio, pois acaba-se esbarrando no campo das paixões e dos sentimentos. Mas Chico Xavier é um exemplo a ser sempre lembrado pelo homem que foi, que transformou a dor em amor e a generosidade em ideal de vida. E essa é a força que move a produção do espetáculo.
Quem será responsável pela adaptação e direção da obra?
Daniel Kostás – O texto é Selhe Mapèr, com consultoria dramatúrgica de Anna Toledo. A direção geral é minha e Dilson Mayron, com direção associada e coreografias de Thiago Jansen. As músicas, de Plínio Oliveira, Fábio Junior, Gilberto Gil, Vanuza, Tonico e Tinoco e Roberto Carlos.
Quando o espetáculo entrará em cartaz e em quais cidades?
Daniel Kostás – Em março de 2017 em São Paulo. Em seguida, seguirá para Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG).
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Por CDI Comunicação e Marketing










