Ideal para a prática do turismo rural e de aventura, o município de Iguaí, situado na região sudoeste do estado, a 497 quilômetros de Salvador, a 130 km de Ilhéus e a 120 km de Vitória da Conquista, vem se despontando como roteiro do ecoturismo e do turismo rural. São várias as trilhas que possui e que vêm encantando os que visitam a região, como a do Rio Preto, com mais de nove cachoeiras; a do Riachão de Camberiba, com as belíssimas cachoeiras de Bequinha e de Dino; do rio do Silvano, com mais de 15 cachoeiras; do rio dos Indios e Gongogi, dentre outras, apresentando cenário de rara beleza natural com exuberantes vales, serras e corredeiras.

Outros pontos, como a Serra do Ouro, com seus 1.226 metros de altitude, de onde se vislumbra belíssima vista panorâmica, é um local que, além de rara beleza, é ideal para a pratica do turismo rural e de aventura. Parte do potencial turístico está na sua história de pouso de Tropeiros, nas 180 cachoeiras, corredeiras, rios, nascentes, serras e vales localizados no município. Os visitantes têm a opção de fazer caminhadas ou cavalgadas em trilhas e observar a vida no campo, aproveitando tudo o que a natureza em volta oferece. O município é rico em nascentes, rios e cachoeiras, formando belíssimas paisagens, trilhas e roteiros de fazer inveja a qualquer região onde as águas predominem.

Com uma grande quantidade de rios, montanhas, cachoeiras e formações rochosas ideais para o turismo ecológico e de aventura, Iguaí ainda é um município que ainda depende de melhorar a oferta de infra-estrutura para receber visitantes, as pousadas são pequenas, mas tem restaurantes e atrativos, Porém, já é procurado por visitantes que apreciam a natureza A população ainda não tomou consciência do potencial para o turismo. São pequenas corredeiras e inúmeras cachoeiras, num total de aproximadamente 180 quedas e 609 nascentes. Iguaí ainda ensaia os primeiros passos rumo ao turismo auto-sustentável.

A zona rural é repleta de fazendas de gado leiteiro e de corte, além de plantações de cacau e cana-de-açúcar. O turista tem contato direto com a vida no campo, conhecendo o dia-a-dia das fazendas e aproveitando as trilhas e passeios que o potencial da região oferece. Se quiser, também pode curtir a natureza em passeios a cavalo e percorrer vales e montanhas.

Cachoeiras são um dos locais mais procurados para o lazer

Há três quilômetros da cidade de Iguaí, existe uma das belezas mais aproveitadas pelos iguaienses e turistas: a cachoeira situada no encontro dos rios Preto e Gongogi. É um local de imensa beleza, onde foi construído um balneário, que funciona desde 1996, por ser uma necessidade do município, pois não existia nenhum na região e os recursos naturais eram propícios para o banho, sendo que já vinha sendo usado pelos iguaienses que iam se divertir, usando o local como área de lazer.

O local, privilegiado com a beleza de uma cachoeira encantadora, recebe inúmeros visitantes, principalmente nos finais de semana, que vão se divertir e relaxar um pouco à beira do rio. Outro local muito procurado pelos freqüentadores do balneário é o véu de noiva, que é uma queda d’água, onde os banhistas se refrescam nas águas vindas do Rio Preto.

Iguaí possui Área de Preservação Ambiental

O município de Iguaí possui uma Área de Preservação Ambiental, criada pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia, através do decreto nº 10.194 de 27 de dezembro de 2006. Para que isso viesse a acontecer, foi realizado um diagnóstico para verificar as potencialidades existentes na região, além de uma consulta à administração municipal, à sociedade iguaiense e aos proprietários de terras para que o projeto fosse aprovado. A partir daí, o governo do Estado publicou o Decreto de criação da unidade de conservação no Diário Oficial. Não houve desapropriação dos imóveis rurais que existem na região, no entanto, é a terra deve ser utilizada de forma sustentável e ordenada, levando-se em conta a necessidade da preservação do meio ambiente.

A criação da Área de Proteção Ambiental (APA) irá contribuir para a preservação desse patrimônio natural do nosso município, que tem como referência o Rio Gongogi, integrante da sub-bacia do Rio de Contas, cuja nascente está na Chapada Diamantina, mas que deságua em Itacaré, no Sul da Bahia.

Riquezas naturais

Iguaí é um município muito rico em belezas naturais, possuindo uma bacia hidrográfica com mais de 1.600 nascentes, 180 cachoeiras e cascatas, dezenas de rios, vales e serras. É uma região de extrema beleza. Incluem-se aí as cachoeiras do Rio Preto, do Riachão do Camberiba, das Sete Voltas, do rio do Silvano, do Rio dos Indios e Gongogi. No Riachão de Camberiba, temos da Cachoeira do Esmeraldino, as quedas d’água do Dino, Bequinha e Cai N’água, cenário de rara beleza natural com exuberantes vales, serras e corredeiras. Iguaí em tupi-guarani significa “fonte de beber água”. O município é rico em nascentes, rios e cachoeiras, formando belíssimas paisagens.

Dentre as serras, destacam-se a Serra do Jaguar, com 1.220 metros, cujo nome se refere à existência de onças no local, na época em que ainda existiam indígenas que habitavam a região, e a do Ouro, a 20km da sede, na região do Rio preto, que recebe este nome por causa do brilho que reflete nos dias de sol forte. Temos ainda, a Serra das Sete Voltas, nos limites com o município de Poções e Nova Canaã, onde podemos encontrar o pouco que nos resta da mata atlântica, além de inúmeras nascentes, e a Serra de Altamira, ao norte de Iguaí, na divisa com o município de Dário Meira. As serras são muitas: Serra Geral, Serra da Água Verde, Serra do Rio Preto, Serra da Água Vermelha, Serra do Tomba Morro, Serra da Água Bela e Serra das Piabas.
Iguaí é rica em nascentes, rios e cachoeiras que brindam sua paisagem com roteiros inusitados. O verde predomina num lugar privilegiado por belezas naturais.

TURISMO E ECONOMIA

O turismo é um segmento econômico de grande importância social e cultural na economia de um município, gerando assim emprego e renda, mas a cidade deve ter um bom patrimônio natural e cultural preservado. Para isso, necessita de uma boa infra-estrutura em diversas áreas, como: boas vias de acesso; bons hotéis e restaurantes; saneamento básico; opções de transporte; preservação da memória cultural e da natureza etc. O nosso município, por exemplo, necessita de um roteiro turístico ecológico, treinamento de guias e também uma melhoria dos acessos a nossas cachoeiras. Mas é preciso preservar e ter cuidado para que o acesso de turistas não seja prejudicial ao meio ambiente.

São diversos os segmentos pelos quais o turismo se destaca: turismo de lazer, de negócios, eventos, cultural, religioso, aventura, ecologia, rural, dentre outros. No caso de Iguaí, os segmentos mais favorecidos são: rural, de aventura e ecológico, que se encontra atualmente em fase de descoberta do nosso potencial natural. Com suas inúmeras propriedades rurais e uma enorme quantidade de águas, com mais de 30 pequenos rios, 180 cachoeiras, mais de 1.600 nascentes, dezenas de serras, vales, montanhas e com excelente clima, o município possui vários motivos para que turistas procurem esse destino.

Iguaí tem grande potencial para atrair turistas, tanto por suas riquezas naturais como também pelos eventos ocorridos na cidade: Festa de Setembro, Festa da Padroeira, as cavalgadas etc. Também em toda a região, como a Festa do Divino em Poções e o São João em Ibicuí. Para Nelo Ferrari, da Terra Viagens e Turismo, “em relação ao turismo, seria interessante que todos esses eventos fossem divulgados como um todo, não só em Iguaí e sim em toda a região, mas isso depende muito do apoio das autoridades. A realização de eventos é de grande importância. Um exemplo disso é o Tico Mia promovido no município de Ibicuí. Uma festa bem divulgada e conhecida por todos, atraindo todos os anos turistas de diversas partes do Brasil, servindo de incentivo para todos nós”.

Quanto à exploração turística em nosso município, ele diz que “para transformar Iguaí em um destino turístico vamos precisar de muitos investimentos em tudo, desde infra-estrutura, como mapeamento dos pontos turísticos, treinamento de pessoal, elaboração de roteiros, divulgação, hotéis, restaurantes e outros”. A indústria do turismo é muito poderosa, desde quando trabalhada com profissionalismo. Ela pode mudar o cenário de uma cidade. Nelo Ferrari também enfatiza que “Iguaí pode sim atrair muitos visitantes, desde que crie uma estrutura para isso, de tal forma onde os visitantes sejam recebidos dignamente. Para isso, foram tomadas algumas iniciativas, como a assinatura do protocolo de Intenções para o desenvolvimento do turismo no município, juntamente com o Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo e Bahiatursa”. Todas essas iniciativas fizeram com que Iguaí fosse incluída no novo roteiro turístico criado pelo órgão oficial de turismo da Bahia, o Caminhos do Sudoeste.

Hotéis e pousadas:

  • Hotel Fazenda Princesa Ester

Ribeirão das Flôres
Telefone: (73) 3271-2128 / 8812-7811
E-mail: [email protected]

  • Pousada Albatroz

Rua Miguel Vieira Ferreira, 100

telefone (73) 3271 2191

  • Hotel Dias

Rua Bráulio Novaes, nº 51 – Centro.

Telefone: (73) 3271 3121

  • Pousada Cabral

BA 71 – Terminal Rodoviário

Telefone: (73) 3271 2448

 

Confira abaixo o decreto que criou a Área de Proteção Ambiental Serra do Ouro:

 

DECRETO PARA A CRIAÇÃO DA APA SERRA DO OURO

DO MUNICÍPIO DE IGUAÍ – BAHIA

DECRETO Nº 10.194 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2006

Cria a Área de Proteção Ambiental – APA da Serra do Ouro, no Município de Iguaí, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições, à vista do disposto na Lei Federal nº 9.985, de 18 de julho de 2002, que instituiu o Sistema Nacional de Unidade de Conservação, e nas Leis nos 7.799, de 07 de fevereiro de 2001, e 6.569, de 17 de janeiro de 1994,

D E C R E T A

Art. 1º – Fica criada a Área de Proteção Ambiental – APA da Serra do Ouro, localizada no Município de Iguaí, cuja extensão territorial é definida pelo memorial descritivo constante do Anexo Único deste Decreto.

Art. 2º – A criação da Área de Proteção Ambiental – APA da Serra do Ouro tem como objetivos principais:

I – assegurar a conservação e/ou preservação dos atributos ambientais, caracterizados pela exuberância e riqueza de aproximadamente 2.000 nascentes, 180 cachoeiras e cascatas, inúmeros rios e riachos e pela grande beleza cênica dos vales e serras, em especial da Serra do Macário, da Serra do Ouro, da Serra dos Índios, entre outras, visando disciplinar o uso e ordenamento do solo por parte da comunidade local, buscando um desenvolvimento equilibrado do espaço geográfico;

II – promover e ordenar a crescente demanda por áreas com potencial ambiental e sócio-cultural para o desenvolvimento do turismo ecológico, rural e de aventura;

III – preservar as características naturais da área abrangida, a exemplo dos remanescentes do bioma da Mata Atlântica, em especial por fragmentos de Floresta Estacional semi- decidual de extrema importância ecológica.

Art. 3º – A administração da Área de Proteção Ambiental da Serra do Ouro será exercida pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH, por meio da Superintendência de Biodiversidade, Florestas e Unidades de Conservação – SFC, cabendo-lhe, dentre outras competências:

I – elaborar o Diagnóstico ambiental, o Plano de Manejo e o Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE, a partir dos quais serão definidos as futuras zonas e usos restritivos no limite territorial da APA, observando a legislação pertinente e as disposições deste Decreto;

II – promover a formação de um Conselho Gestor para a Unidade;

III – fazer o acompanhamento e apoiar atividades de fiscalização da área, podendo celebrar convênios com entidades idôneas que tenham interesses relacionados aos objetivos da APA.

Art. 4º – Os proprietários rurais, cujos imóveis estejam situados na referida APA, contarão com a assistência técnica dos órgãos públicos estaduais, no sentido de registrar e desenvolver suas atividades atuais e futuras, em consonância com os objetivos da unidade de conservação.

Art. 5º – Visando à conservação e preservação do meio ambiente e dos recursos ambientais envolvidos, a Área de Proteção Ambiental de que trata o presente Decreto estará permanentemente submetida a restrições quanto ao uso dos seus recursos naturais e ocupação do solo, de acordo com as condições locais bióticas, geológicas, urbanísticas, econômicas, culturais, dentre outras, em conformidade com o correspondente zoneamento ecológico-econômico, observadas as disposições constitucionais e legais concernentes ao exercício do direito de propriedade.

Art. 6º – Nenhuma atividade considerada efetiva ou potencialmente degradadora poderá ser implantada na Área de Proteção Ambiental – APA da Serra do Ouro, sem a Anuência Prévia de sua entidade gestora.

Art. 7º – Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 8º – Revogam-se as disposições em contrário.

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 27 de dezembro de 2006.

 

PAULO SOUTO

Governador

Ruy Tourinho

Secretário de Governo

Vladimir Abdala Nunes

Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos

 

ANEXO ÚNICO

 

MEMORIAL DESCRITIVO DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DA SERRA DO OURO (Área de 50667,62 ha)

A Área de Proteção Ambiental da Serra do Ouro tem os limites descritivos a partir das folhas topográficas, em escala: 1:100.000, SD.24-Y-B-I e SD.24-Y-B-IV, editadas pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE e utilizando o sistema UTM, Fuso 24, DATUM de Referência Córrego Alegre, com o seguinte memorial descritivo: a partir das coordenadas métricas aproximadas X = 384.435 e Y = 8.371.145, localizadas na confluência do Rio Preto com o Rio Gongoji, determina-se o ponto 1; daí, seguindo na direção Norte-Nordeste, pelo curso do Rio Gongoji, até a confluência do rio dos Índios com o rio Gongoji, nas coordenadas métricas aproximadas X = 396.187 e Y = 8.398.657, determina-se o ponto 2; daí, seguindo à sua jusante, até a proximidade da nascente do rio dos Índios, nas coordenadas métricas aproximadas X = 383.465 e Y = 8.395.011, determina-se o ponto 3; daí, seguindo na direção Oeste-Noroeste, ainda pelo limite dos Municípios de Iguaí e Dário Meira, até atingir o ponto da trijunção dos limites municipais de Iguaí – Boa Nova – Dário Meira, na Serra dos Índios, nas coordenadas métricas aproximadas X = 383.283 e Y = 8.395.072, determina-se o ponto 4; daí, seguindo pelo limite dos Municípios de Iguaí e Boa Nova, até atingir o ponto da trijunção dos limites municipais de Iguaí – Poções – Nova Canaã, na Serra Geral, nas coordenadas métricas aproximadas X = 368.613 e Y = 8.377.494, determina-se o ponto 6; daí, seguindo na direção Sul-Sudeste, pela linha de cumeada da Serra Geral, limite entre os Municípios de Iguaí e Nova Canaã, até atingir as proximidades da nascente do rio de Umburunas, nas coordenadas métricas aproximadas X = 378.082 e Y = 8.368.220, determina-se o ponto 9; daí, seguindo na direção Este-Nordeste, ainda pelo curso do rio Umburunas, até a sua confluência com o rio Preto, nas coordenadas métricas aproximadas X = 382.551 e Y = 8.370.934, determina-se o ponto 10; daí, seguindo na direção Este- Nordeste, acompanhado o curso do rio Preto, em sentido à sua jusante, retorna-se ao ponto inicial, fechando-se a área poligonal descrita.

 

Referências:

www.atarde.com.br

http://www.bahia.com.br/viver_detalhe.asp?id=466

http://www.egba.ba.gov.br/diario/_DODia/DO_frm0.html

http://www.ferias.tur.br/estabelecimento.asp?id=511

http://www.jornalatosefatos.com.br/noticia.cfm?noticia_id=1226

http://www.jornalatosefatos.com.br/noticia.cfm?noticia_id=1475

http://www.diariooficialdosmunicipios.org/_publicacoes/geral/ba/46228_12-12-2006.pdf

http://www.diariooficialdosmunicipios.org/noticia.cfm?noticia_id=468

http://www.cin.ufpe.br/~cjsf/iguai/

http://www.bahiatursa.ba.gov.br/ftp/pub1/CLIPPING/Clipping%20do%20dia%2023.03.06.pdf