Matilde Campilho, destaque da nova poesia em português, vai à Flip 2015

Ela vive entre Lisboa, sua cidade natal, e o Rio, sua cidade adotiva. Fala com dois sotaques, a depender do interlocutor: lisboeta ou carioca. Sua poesia está em versos impressos no papel ou em videopoemas publicados no YouTube. Mas foi em livro que a poeta Matilde Campilho, nascida em 1982, afirmou-se como uma das mais interessantes novidades da poesia contemporânea. Jóquei, sua primeira coletânea de poemas, ganha edição brasileira em abril, pela Editora 34. De certa forma, trata-se de um retorno à casa: o livro foi gestado em uma temporada brasileira planejada para durar quinze dias, mas que acabou terminando três anos depois.
Jóquei reúne poemas de diferentes feições, marcados por diálogos, homenagens a grandes poetas, com influência de filmes e canções. A diversidade de temas e formas é uma decorrência, segundo a autora, das leituras que fez no período de realização do livro – e de seu deslocamento geográfico. “Eu comecei essa obra no Rio e só terminei em Portugal. Acho isso simbólico da minha poesia”, disse em entrevista ao Jornal do Comércio, de Pernambuco.
Se o Rio fez a cabeça de Matilde, o livro de Matilde está fazendo a cabeça dos leitores de poesia do Rio. Publicado pela editora portuguesa Tinta-da-China em 2014, a estreia de Matilde Campilho foi recebida por seus pares cariocas, entre eles Carlito Azevedo, como uma revelação da lírica em língua portuguesa. Já em sua terceira edição em Portugal, verdadeira proeza para qualquer livro de poemas, Jóquei entra como favorito no páreo dos melhores lançamentos de poesia nas livrarias brasileiras.
A poeta afirmou certa vez, em entrevista ao Jornal do Comércio: “Queria que as pessoas perdessem o medo da poesia”. Parece que estão perdendo mesmo.
Matilde Campilho em 5 datas
- Nasce em Lisboa
- Muda-se para o Rio de Janeiro
- Começa a escrever Jóquei
- Adaptação do poema Honey Boo para HQ
- Publica a edição portuguesa de Jóquei (Tinta-da-China)
Livro
- Jóquei (Editora 34)
Na internet
Flip 2015
A 13ª edição da Flip, que acontece de 1º a 5 de julho, terá Mário de Andrade como autor homenageado.
Poeta, romancista, crítico musical, gestor público, folclorista, agitador cultural, Mário formulou questões centrais a vida cultural e a literatura brasileira. Entre suas muitas contribuições está a criação de uma política de preservação do patrimônio histórico e cultural, por meio da criação do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), que viria a ser o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) – iniciativa que permitiu a preservação do Centro Histórico de Paraty, por exemplo.
O historiador Boris Fausto, o escritor irlandês Colm Tóibín, a autora israelense Ayelet Waldman e a cantora, poeta e compositora Karina Buhr são quatro dos nomes confirmados até o momento.
Quem faz a Flip
A Casa Azul é uma organização da sociedade civil de interesse público, que desenvolve projetos nas áreas de arquitetura, urbanismo, educação e cultura. Desde as primeiras ações, mantém uma intensa relação com a cidade de Paraty. A Flip, os projetos educativos permanentes – Flipinha, FlipZona e Biblioteca Casa Azul – e o Museu do Território são algumas de suas experiências que potencializam importantes transformações no território e promovem o aprimoramento da qualidade de vida dos cidadãos, os valores culturais e a conservação do patrimônio material ou imaterial.
Patrocínio
A programação da Flip conta com o patrocínio oficial do BNDES e Itaú, patrocínio da Petrobras e outros parceiros ainda em vias de confirmação.
…
Por Ascom / Flip 2015










