Brasil estreia com uma vitória e uma derrota no basquete 3×3

Equipe superou, de virada, a Venezuela por 21 x 19. Em seguida, encarou a seleção da Ucrânia e foi derrotada por 20 x 15
A estreia do Brasil no basquete 3×3 dos Jogos Olímpicos da Juventude teve emoção, literalmente, até o último segundo de jogo. Atrás no placar durante praticamente toda a partida da manhã desta segunda-feira (08.10), no Parque Urbano, a seleção brasileira empatou com a Venezuela apenas no último dos 10 minutos do tempo regulamentar. A virada veio somente no lance final, a dois segundos para o término do jogo, quando Igor de Souza, debaixo de gritos da torcida adversária, acertou uma cesta de trás da linha de dois pontos para fechar a estreia com o placar favorável de 21 x 19.
“É reflexo do treino. Tem que estar focado no momento porque fora do jogo tem várias distrações”, comenta Igor. “Foi um jogo sensacional. Nosso time sempre tinha o foco em dar o nosso melhor, em dar a raça em todas as bolas. Se precisar pular, machucar, fazer falta dura, vai fazer. Perdemos um jogador, mas não perdemos o foco. Continuamos buscando a vitória e o pódio”, destaca o atleta Aieser Batista em relação à lesão que tirou o ala Mateus Diniz da disputa olímpica. O substituto, Matheus Alves, chegou a Buenos Aires no último sábado (6).
“Ele vinha se preparando bem com a gente, era um bom jogador, bem completo. O Gabriel, que hoje fez várias bolas de dois pontos, também estava com o pé torcido e voltou a treinar ontem”, conta o técnico Douglas Lorite, reconhecendo que, para seguir viva na competição, a equipe precisa ajustar alguns aspectos, sobretudo na defesa, e superar o nervosismo da estreia em uma competição internacional. “A maioria deles fez hoje o primeiro jogo internacional, então é normal sentirem um pouquinho a estreia, o piso em que não estão acostumados a treinar e que escorrega um pouco mais”, acredita o treinador. Gabriel Souza foi o maior pontuador da equipe na primeira partida, com nove pontos.
Diante da Ucrânia, na parte da tarde, a falta de experiência internacional pesou para o lado brasileiro. A seleção verde e amarela abriu o placar, mas os europeus logo dominaram, ficando sempre quatro ou cinco pontos à frente. “Voltamos a cometer alguns erros, a deixar chutarem bolas de dois pontos. Isso foi fatal”, lamenta o técnico. Pela manhã, a Ucrânia tinha vencido Andorra por 22 x 5. “Eles participam muito mais de campeonatos fora do país. É um time maior e mais forte fisicamente. Infelizmente não conseguimos neutralizar o ataque deles”, acrescenta Aieser.
O desafio agora é vencer as duas próximas partidas válidas pelo Grupo B, na sexta-feira (12), contra Nova Zelândia, às 11h30, e Andorra, às 14h30, para garantir vaga nas quartas de final da competição. Caso perca alguma das partidas, o Brasil dependerá do resultado de confrontos diretos e de saldos de pontos. Os dois primeiros de cada um dos quatro grupos avançam na disputa.
Segundo a equipe, a Nova Zelândia promete ser o rival mais forte. Ainda assim, os brasileiros seguem confiantes na classificação e em uma chance de pódio. “A gente vai entrar para ganhar. Difícil ou não é uma questão que vai ser tirada na quadra. Quando a galera jogar contra a gente, vai ver o que o Brasil tem raça para dar”, avisa Aieser Batista.
O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley Teixeira, acompanhou a estreia do país na modalidade e destacou a importância do megaevento. “Os Jogos da Juventude, até por uma estratégia do Comitê Olímpico Internacional, são de confraternização, inovação, um laboratório para modalidades novas, sem aquele estresse dos Jogos Olímpicos de Verão ou de um Mundial. É uma ação importantíssima para promover e estimular os nossos talentosos atletas para que venham a integrar uma seleção principal”.
Por Rede do Esporte









