Livros de Cacau Novaes concorrem a dois importantes prêmios literários do Brasil

Três livros do escritor José Carlos Assunção Novaes (Cacau Novaes) estão concorrendo a dois importantes prêmios literários do Brasil, o Oceanos e o Jabuti, ambos considerados de grande relevância para a literatura do país.
Para o Prêmio Oceanos de Literatura, foram indicados os livros “Eu só queria ver o pôr do sol” e “Fonte de Beber Água”. Já ao Prêmio Jabuti, estão concorrendo “Português Afro-brasileiro: O preenchimento do sujeito pronominal na comunidade quilombola de Lagoinha”, “Eu só queria ver o pôr do sol” e “Fonte de Beber Água”.
Sobre os livros:
Português Afro-brasileiro: O preenchimento do sujeito pronominal na comunidade quilombola de Lagoinha – Este livro de José Carlos Assunção Novaes, decorrente de sua tese de doutoramento, apresenta um importante panorama sobre a questão a partir do estudo da comunidade quilombola da Lagoinha, localizada no estado da Bahia. Além de apresentar uma importante descrição sócio-histórica da comunidade, o que pode contribuir para o conhecimento da história do Brasil em geral, o trabalho descreve, a partir de diferentes segmentações etárias, a língua falada por esta comunidade. A partir de sua leitura, qualquer pessoa interessada poderá obter informações relevantes sobre o processo de constituição do português do Brasil. O trabalho se fundamenta na já muito conhecida metodologia da sociolinguística variacionista e apresenta resultados bem interessantes, que são comparados em seu conjunto com os de outros grupos sociais, evidenciando assim com muita clareza a tendência geral dos usos pronominais no Brasil.
Eu só queria ver o pôr do sol – Neste seu novo livro, Cacau Novaes se debruça sobre a terra arrasada pelas guerras, as mazelas da humanidade, os problemas sociais das grandes cidades, como os esgotos a céu aberto, entro outros. Poesia que nasce no seio de onde vem o cheiro de miséria e a desigualdade. O livro “Eu Só Queria Ver o Pôr do Sol” é uma obra poética que aborda temas como desigualdade social, guerras e os desafios das grandes cidades. Através de versos intensos, o autor reflete sobre a realidade humana, trazendo imagens de escombros, miséria e resistência. A poesia nasce do cotidiano e das dificuldades enfrentadas, criando um panorama sensível e crítico da sociedade contemporânea. O lirismo no livro “Eu Só Queria Ver o Pôr do Sol”, de Cacau Novaes, se manifesta por meio de uma poesia intensa e reflexiva, que aborda temas como desigualdade social, guerras e os desafios das grandes cidades. A obra traz imagens poéticas que evocam sentimentos de melancolia e resistência, utilizando metáforas para representar a realidade humana. A escrita de Novaes é marcada por uma sensibilidade que transforma cenários urbanos e sociais em versos profundos, criando uma atmosfera de contemplação e crítica. O autor constrói sua poesia a partir do cotidiano, revelando a beleza e a dor presentes na vida moderna.
Fonte de Beber Água – “Fonte de Beber Água” é uma obra poética de Cacau Novaes, inspirada nas vivências do autor em uma cidade do interior. O livro traz imagens bucólicas e reminiscências do meio rural, típicas das pequenas cidades, com um lirismo que destaca a beleza e a simplicidade da vida no campo. Através de suas poesias, Novaes explora temas como a natureza, a memória e a identidade cultural, criando uma conexão profunda com suas raízes. A linguagem é rica e evocativa, transportando o leitor para um cenário de tranquilidade e introspecção. A obra foi bem recebida pela crítica e pelo público, destacando-se pela sua autenticidade e sensibilidade. A poesia do livro transita entre reminiscências e reflexões sobre a simplicidade da vida, valorizando a conexão com a natureza e as raízes culturais.
Sobre o autor:
José Carlos Assunção Novaes – Cacau Novaes – é autor de Marádida (novela); Os poetas estão vivos, As Sandálias, Você não sabe do que é capaz, Eu só queria ver o pôr do sol e Fonte de beber água (poesia); Xande e o Sapo Romualdo (literatura infantil); O sujeito nulo no português popular da Bahia e Português Afro-brasileiro: O preenchimento do pronome pronominal na comunidade quilombola de Lagoinha (linguística). Participou de antologias e tem publicações em revistas no Brasil, Portugal, Argentina, Colômbia e Chile. Sua biografia está no Dicionário de Autores Baianos (Secult-Bahia/2006) e no Dicionário Contemporâneos de Escritores do Nordeste (Editora Òmnira, Salvador/2022). Já recebeu diversas premiações, como: Troféu Castro Alves de Poesia Falada (Câmara de Vereadores de Salvador, 2005); Troféu Leonardo (Instituto de Cultura Brasil Itália Europa, Salvador, 2015); Troféu Cora Coralina (Academia de Letras de Goiás, 2016); Prêmio Nordeste de Literatura (Literarte, João Pessoa, 2016); Troféu Machado de Assis (Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal – NALAP, 2017); Medalha Nelson Mandela (Literarte e ALMAS, 2018). Participou de diversos eventos culturais e literários, tanto no Brasil, como em outros países.
Doutor em Língua e Cultura; Mestre em Letras; MBA em Jornalismo Empresarial e Assessoria de Imprensa; Especialista em Língua Portuguesa; Especialista em Língua Portuguesa com Ênfase em Produção de Textos; Especialista em Docência e Gestão na Educação à Distância; Licenciado em Letras Vernáculas. Cônsul do Parlamento Internacional de Escritores de Cartagena (Colômbia), membro da Academia de Letras de Goiás (ALG), da Academia de Artes Ciências e Letras de Vitória (ACLAV) e do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal (NALAP). Participa do Conselho Editorial da Revista Ecléctica (Colômbia). Contribuiu para a fundação e foi vice-presidente do ICBIE EUROPA (Instituto de Cultura Brasil Itália Europa) em Salvador – Bahia. Foi membro do Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador (2018-2020) e é membro do Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia.













