Votada a lei de política de desenvolvimento territorial da Bahia

A Coordenação Estadual de Desenvolvimento Territorial – CET vem a público comemorar a aprovação da Lei 20 974/2014, que institui a Política de Desenvolvimento Territorial da Bahia.
Após oito anos de construção desta política no Governo Wagner, conquistamos um Marco Legal que institui abordagem territorial do desenvolvimento como uma política de Estado. Este é um ganho substancial para a democracia e para a consolidação de um modelo de desenvolvimento pautado pela lógica humanizante e descentralizadora do planejamento. Nesses oito anos, instituímos os 27 territórios de identidade e construímos o Conselho Estadual de Desenvolvimento Territorial – CEDETER, órgão paritário para a formulação e acompanhamento da política territorial. O Plano Plurianual Participativo, instituído desde o primeiro ano do Governo Wagner também é mais um instrumento territorializado e serve como pano de fundo para a formulação das políticas públicas de desenvolvimento.
A escuta social é o elemento mais importante desta abordagem territorial, pois ela representa o aspecto democrático da gestão do desenvolvimento. E é quem garante a maior assertividade das políticas públicas e sua adesão às realidades locais, uma vez que quem mais conhece a realidade é quem mora no local. Além de escutar a sociedade para confeccionar o plano plurianual, a política territorial institui também os Colegiados Territoriais, espaços de governança e concertação das políticas públicas, constituídos perla diversidade social presente em cada território, responsável pela representação dos territórios. Havia, ao longo do primeiro mandato Wagner o Conselho de Acompanhamento do PPA, que também era territorial. Este foi extinto junto com o término do PPA 2008-2011. Agora, o CAPPA é retomado na Lei 20 974, como um Comitê do CEDETER. Isso significa monitoramento na execução do PPA e seu rebatimento na esfera local e territorial.
Agora, este conjunto de espaços e órgãos instituídos por força de Lei deverá ganhar mais apoio e se colocar como uma realidade que o conjunto do Estado deve absorver. Isto significa que todas as secretarias precisam se adequar à lógica territorial e planejar e executar com base nos territórios de identidade. Mas para isso, não basta apenas tomar o território como espaço geográfico, este é um equívoco ainda muito presente entre os gestores. O território é, antes de tudo, um ente político, que tem uma representação coletiva e esta existe, exatamente, para dialogar com o Estado e para co-gestar as políticas públicas. Esta é a novidade e o que coloca a Bahia na contemporaneidade política, de acordo com as aspirações do século XXI.
Resta ao novo Governo Rui Costa aprofundar a política territorial, ajustar o conjunto das instituições e órgãos aos territórios e à territorialidade e garantir o respeito aos Colegiados Territoriais, apostando na renovação dos métodos e das práticas da gestão pública. A CET reconhece o papel destacado de muitos gestores que estiveram à frente, acreditando e trabalhando a favor desta conquista. Reconhece o compromisso do Governador Jaques Wagner com este projeto, ao nos deixar este legado, e o empenho do Secretário José Sérgio Gabrielli, que levou à frente, junto conosco , este projeto. Agradece à Deputada Fátima Nunes, quem o tomou nas mãos na Assembleia Legislativa e brigou por ele. E à bancada do Governo, que garantiu sua aprovação. Viva os Territórios de Identidade da Bahia! Viva a Democracia Participativa! Viva o Desenvolvimento Sustentável!
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Por Ascom / CET / BA










