Catia Oliveira fica com a prata e obtém melhor resultado da história do Brasil em um Mundial de Tênis de Mesa Paralímpico

Número 1 do mundo, a rival, de 32 anos, prata em simples e bronze por equipes no Rio 2016 e dona três medalhas em Mundiais (prata em simples em 2014 e bronze por equipes em 2013 e 2014), já havia enfrentado a brasileira na primeira partida pela fase de grupos, na quarta-feira (17.10), que terminou com vitória por 3 x 1 para a coreana. Na final na Eslovênia, Su Yeon Seo venceu por 3 x 0.
A decisão começou com a rival impondo um ritmo muito forte no primeiro set e não permitindo nenhum tempo de jogo para Catia Oliveira. O resultado foi um placar elástico, de 11/3.
A partir daí, o jogo ficou muito equilibrado. Catia passou a atuar com mais consistência na segunda parcial e o duelo chegou ao 10/10 depois de Catia salvar um set point e com o placar podendo pender para qualquer um dos lados. Su Yeon Seo, entretanto, venceu o ponto seguinte e fechou o set por 12/10.
Na última etapa, a brasileira teve duas oportunidades para ganhar o set, no 10/9 e 11/10, mas Su Yeon Seo conseguiu o empate e, depois do segundo set point defendido, fechou a partida em 13/11.
Com a medalha de prata conquistada na Eslovênia, Catia Oliveira superou a campanha de Bruna Alexandre no Mundial de 2014, em Pequim, quando a jogadora da classe 10, para jogadores com deficiências motoras leves ou amputação de membros superiores, ficou com o bronze no individual, até então a única medalha no individual conquistada pelo Brasil em Campeonatos Mundiais.
“Estou chateada, é claro, porque ninguém gosta de perder”, lamentou Catia. “Mas não entrei muito bem no jogo. Não consegui fazer direito a minha estratégia, fiquei um pouco mais nervosa do que ontem, mas acho que é normal, porque era uma final de um Mundial. Ela é a número 1 do mundo, é muito experiente e muito forte, tanto tecnicamente quanto fisicamente”, prosseguiu a mesatenista.
“Queria mais uma vez agradecer primeiro a Deus por eu estar viva e com saúde, e, depois, à minha família, ao pessoal da seleção brasileira, a todos da minha equipe em Bauru, à Tainá, que cuida de tudo na minha carreira, e ao Adilson, meu técnico em Bauru, e ao Paulo Molitor (coordenador-técnico da seleção no Mundial da Eslovênia, que acompanhou Cátia nas partidas)”, enumerou a jogadora. A cerimônia de entrega das medalhas só será realizada na noite deste sábado em Celje.
Por Rede do Esporte









